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Reserva de Emergência

Atualizado: 30 de Nov de 2020

O que é uma reserva de emergência? Como Calcular? Onde aplicar? Onde utilizar? Saiba tudo e tire suas dúvidas.



Reserva de emergência (RE), fundo de emergência ou até mesmo reserva financeira, não importa o nome, a finalidade é a mesma: manter sua tranquilidade diante de eventuais problemas.


Se há algo certo, este é: emergências ocorrem. Segundo a Anbina (Associação Brasileira dos Mercados Financeiros e de Capitais) metade dos brasileiros não têm um fundo de emergência. Quem imaginava para o ano de 2020 uma grave crise causada por um vírus? Por causa disso grandes consequências financeiras ocorreram como: desemprego, rendas comprometidas, pânico, talvez um dos piores momentos do século. A respeito disso, quem possuía uma reserva de emergência pode passar por este período de forma mais tranquila, pois sabia que se as contas o apertassem teria como suportar os efeitos causados pelo corona vírus.


Formar uma reserva de emergência tem importância incalculável para seus objetivos de longo prazo à medida que ela é a solução para os problemas emergências, ou seja, os problemas não projetados nem previstos.


Você talvez pergunte. Por que não retirar o dinheiro dos investimentos de longo prazo?


Imagine que ocorra um acidente de carro, seu veículo não possui seguro e você foi o culpado pela colisão, portanto será responsável pelo conserto do outro veículo envolvido no acidente, além do seu. O custo total será de 13 mil reais, dinheiro que você tem em suas aplicações de longo prazo, em renda variável e renda fixa, embora as aplicações de renda fixa estão em investimento com retirada prevista apenas para o vencimento no final do ano, e a outra parte de seus investimentos estão em ações que sofreram fortes quedas devido a problemas econômicos no pais. Portanto, ao vender essas ações você acabou perdendo muito do dinheiro investido. O objetivo foi alcançado, conseguiu sanar as obrigações com o acidente de transito, mais teve seu patrimônio fortemente prejudicado.


Diante de situações como esta que percebemos a importância de ter uma reserva de emergência bem estruturada e alocada corretamente. Importante não misturar objetivos, cada investimento serve para uma finalidade, e respeitar estas caraterísticas será importante para evitar perdas ao longo de sua jornada.


Quando Utilizar a Reserva de Emergência?


O nome é sugestivo, destacando a palavra emergência, portanto essa reserva não deve ser usada para qualquer momento. Uma calça em promoção, uma passagem aérea imperdível, estas são situações que devem ser sanadas com dinheiro reservado e destinado para estes eventos, não de uma reserva para emergências.


Situações propicias para o uso de uma reserva de emergência, podem ser:

  • Um acidente de carro e a necessidade de cobrir os gatos;

  • Perda de emprego ou renda;

  • Quebra do aparelho celular ou notebook usado para trabalho;

  • Uma reforma inesperada no imóvel da família, por causa de problemas estruturais;

  • Falecimento de um ente da família.

Essa reserva pode ser direcionada para apoiar situações no curto prazo que afetam significativamente o orçamento mensal. Ainda que não seja o ideal, pois pode ser evitado, uma reserva de emergência pode ser destinada para conter um possível problema financeiro do início de cada ano, uma vez que geralmente nesta época precisa-se pagar diversas contas como IPTU, matriculas escolares, materiais dentre outros, além das compras de natal feitas em dezembro. Embora seja possível utilizar para socorro e controle orçamentário o ideal que situações como estas sejam previstas com antecedência. De qualquer forma, se usada, reponha com máxima prioridade a reserva de emergência.

Como calcular o valor da Reserva de Emergência?


Determinar uma reserva de emergência é bastante pessoal, mais para servir de parâmetro sugiro como guia para calcular o valor de uma RE a soma do custo mensal, ou seja, os gastos essenciais previstos no orçamento. Portanto, é fundamental que este orçamento esteja completo e retrate a sua realidade financeira atual.


Podemos observar dois grupos: Indivíduos com estabilidade financeira e Indivíduos sem estabilidade financeira. Para cada um deles o cálculo deve ser baseado tem períodos de tempo diferentes, conforme a figura.

Tempo para RE dependendo do Tipo de Estabilidade Financeira

a) Indivíduos com estabilidade financeira


Este grupo normalmente é formado por pessoas assalariadas, com renda fixa e previsibilidade maior dos ganhos. Podem ser enquadrados neste grupo jovens com maior probabilidade de serem incorporados rapidamente ao mercado de trabalho ou até mesmo aposentados que recebem uma boa aposentadoria do governo. Outro grupo típico dos indivíduos com estabilidade financeira são os funcionários públicos, estes raramente correm risco de perder seus rendimentos de forma repentina.


Para este grupo, sugere-se um tempo menor para o cálculo do valor de uma RE, como por exemplo: Se o custo mensal de vida do indivíduo for:

  • 1.100 mensais = 1.100 * 6 meses -> RE = 6.600 reais

  • 2.000 mensais = 2.000 * 6 meses -> RE = 12.000 reais

  • 4.000 mensais = 4.000 * 6 meses -> RE = 24.000 reais.

Ainda que possa parecer muito para algumas pessoas é preciso entender que a RE é proporcional ao gasto mensal do indivíduo, portanto, quanto maior o gasto, maior será a quantia necessária para compor a RE.

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b) Indivíduos com instabilidade financeira


Este grupo é formado geralmente por indivíduos que não possuem previsão de receita ou possuem remuneração variável. Fazem parte também pessoas mais velhas com maior dificuldade de adaptação no mercado de trabalho. Empresários com empresa própria ou autônomos, estes também se enquadram nos indivíduos de maior instabilidade financeira, pois dependem da economia e do faturamento para compor sua receita mensal. A maior parte deste grupo é formada por indivíduos com empregos em empresas privadas, e dependem da estabilidade da companhia, da sua saúde financeira e da economia do país para manter seus empregos. Para este grupo, sugere-se um tempo maior para o cálculo do valor de uma RE, como por exemplo: Se o custo mensal de vida do indivíduo for:

  • 1.100 mensais = 1.100 * 12 meses -> RE = 13.200 reais

  • 2.000 mensais = 2.000 * 12 meses -> RE = 24.000 reais

  • 4.000 mensais = 4.000 * 12 meses -> RE = 48.000 reais.

Por tratar de um grupo, cuja chances de haver mudanças em suas receitas são maiores o cálculo para compor uma RE considera estes riscos usando uma margem maior.


Onde investir a Reserva de Emergência?

Para que os próximos passos possam ser dados com tranquilidade, sabemos que antes temos que estar preparados para problemas indesejáveis e neste sentindo a reserva de emergência assegura este quesito.


No entanto, ainda resta uma dúvida, onde investir a reserva de emergência?


Ainda que a reserva de emergência não tenha a presunção de adquirir grandes rentabilidades, pois não é este o objetivo, também não podemos perder valor de patrimônio com ela. Para tanto, se em algum momento você pensou em caderneta de poupança, desfaça este pensamento agora. Nos últimos anos a poupança vem apresentando rentabilidade negativa, pois a inflação supera seus ganhos, portanto, a poupança neste momento não é o local indicado para investir sua RE.


Para receber a RE a aplicação deve contemplar dois pré-requisitos indispensáveis, são eles: Segurança e Liquidez.

1. Segurança – as aplicações devem conter o mínimo risco possível de crédito, ou seja, onde o dinheiro tenha a menor probabilidade de perdas e que não tenha volatilidade.

2. Liquidez – quanto maior a liquidez melhor é para a RE. A liquidez financeira é a capacidade de converter um bem ou ativo em dinheiro, portanto, quanto mais fácil e rápido consegue-se vender e receber o dinheiro, maior liquidez possui este ativo ou bem. Portanto, uma RE deve ser alocados em aplicações que tenham alta liquidez, assim você pode resgatar rapidamente o montante que deseja.

Considerando os pré-requisitos mencionados, destacamos algumas aplicações para investir a reserva de emergência, são:

  • Tesouro Selic

  • Fundo DI;

  • Fundos de Renda Fixa;

  • CDB com liquidez diária;

  • LCA, LCI com liquidez diária.

Todas estas aplicações atentem aos critérios de segurança e alta liquidez, então são ótimas alternativas para alocar sua reserva de emergência.


Curtiu o material preparado para você? Conseguiu compor uma RE? Ela foi útil em um momento difícil? Conte seu relato nos comentários.


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