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Poupança: Será o fim?

Atualizado: 30 de Nov de 2020

A mais popular dentre as aplicações - Poupança. Qual seu rendimento em 2020? Será que é um bom investimento ou existem melhores aplicações? Saiba tudo agora mesmo!




A caderneta de poupança segue como a preferência dos brasileiros. Uma pesquisa realizada pela CNDL, mostra que sete de cada dez pessoas no Brasil, guardam suas economias na poupança.

Imagine que ao investir R$ 100,00 durante um ano, teríamos como rendimento, considerando os valores atuais da poupança, um total de aproximadamente R$ 101,40. Sim, em um ano seu dinheiro renderia “incríveis” R$ 1,40.

O rendimento da poupança atualmente é de 1,40% ao ano. Os números falam por si só. A poupança nos dias atuais não é um investimento atraente, nem mesmo para investidores iniciantes. A verdade é que a poupança passou a ser um péssimo investimento.


A rentabilidade mensal da poupança é de 0,11%. Deste modo, os mesmos R$ 100,00 teriam uma rentabilidade de R$ 0,11 por mês. Neste sentido, quem investe suas economias na poupança procurando por segurança, está perdendo tempo e dinheiro. A projeção da inflação para o ano de 2020 é de 3,6%, deste modo, o dinheiro “investido” na poupança perderá valor, à medida que sua valorização será inferior a inflação.


O que é a Poupança?


A poupança é um tipo de investimento de renda fixa. Basicamente funciona como um empréstimo, ou seja, ao aplicar suas economias em uma caderneta de poupança, simbolicamente falando, constitui-se como um empréstimo para o banco, deste modo, o banco remunera o investidor pelo “empréstimo” com juros sobre o capital.


Em sua essência, a palavra poupança faz referência ao ato de poupar. Uma vez que o indivíduo se propõe a não gastar todo seu salário/rendimentos, retendo assim, parte para algum objetivo ou finalidade de curto, médio e longo prazo.


O destino para o dinheiro poupado pode ser inúmero, inclusive para investimento. E neste artigo iremos mostrar que há no mercado financeiro muitas formas de investir dinheiro, de modo seguro e mais rentável do que a caderneta de poupança.


Destaques positivos e negativos da Poupança


Por ser simples, descomplicada e de fácil acesso, tornou-se a aplicação mais popular do Brasil. Um ponto interessante é a ausência de taxas, nem mesmo a tradicional taxa de manutenção da conta.


Como investimento ela possui isenção do Imposto de Renda, deste modo não será descontado parte do lucro para o governo. Outro destaque é a liquidez imediata – capacidade de resgatar de forma imediata o dinheiro.


Além disso, ela conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos - FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por investimentos em cada instituição. O que configura uma aplicação segura.

Embora os pontos destacados sejam positivos, há no mercado outros investimentos oferecendo as mesmas vantagens com rentabilidade superior. Além disso, a poupança não funciona como uma conta corrente normal, no sentido que ela é uma conta bancária com funções limitadas e com limites de transações por mês, oferecendo aos clientes um rendimento mensal.

Como é determinado o Rendimento da Poupança?


Devemos antes esclarecer que o rendimento da poupança sempre será igual para todos os bancos, deste modo, não importa a instituição financeira, o rendimento será o mesmo, uma vez que as regras são regulamentadas e definidas pelo Banco Central do Brasil.


Isso ocorre, pois o rendimento varia de acordo com a taxa básica de juros, a Selic. Desta maneira, ela não tem rendimento fixo, pois oscila de acordo com o andamento da economia e de seus indicadores. A taxa Selic é definida a cada 45 dia pelo Copom, um comitê de direitos do Banco Central do Brasil.


Portanto, a rentabilidade atual da poupança é dada da seguinte maneira:

70% da taxa Selic mais a Taxa referencial – TR (TR está zerada desde 2017)

Quando a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança deve render 0,5% ao mês + TR, embora o patamar atual da Selic esteja em apenas 2% ao ano e sem perspectivas de aumento.



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A inflação e como ela afeta a Poupança!


A inflação é a perda do poder de compra, também pode ocorrer a deflação que é o ganho do poder de compra, apesar que a deflação não é comum ocorrer. Portanto, a inflação é o nome dado ao aumento dos preços de produtos e serviços.


O calculo da inflação é realizado por meio dos índices de preços, comumente chamados de índices de inflação. O índice de preços considerado oficial pelo governo federal é o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, este acompanha a evolução dos preços da moradia, alimentação, saúde, transporte entre outros.

O propósito do IPCA é medir a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumida pela população, o objetivo é verificar se os preços aumentam ou diminuem de um mês para outro.


Uma vez que os preços dos bens, produtos e serviços sobem é inegável que você pagará mais caro para conseguir comprar a mesma quantidade de coisas, ou seja, seu dinheiro perde valor.

Para entender melhor este fenômeno da perda de valor, precisamos descobrir a rentabilidade real dos investimentos de renda fixa. Deste modo, quanto maior a inflação, menor será o retorno dessas aplicações. Vejamos o quadro a seguir.


Contra números não há argumentos. A poupança é vantajosa somente em duas situações - para quem mantem dinheiro parado em casa e para quem deixa em uma conta corrente.


Como funciona o aniversário da Poupança?


Para entender o rendimento da poupança é importante entender o conceito de aniversário.

O aniversário da poupança é o dia em que seu dinheiro irá gerar a rentabilidade. Digamos que no dia 5 de janeiro, foi realizado uma aplicação na poupança, deste modo, esse será o dia em que a cada mês subsequente irá gerar os juros da rentabilidade da poupança, ou seja, a rentabilidade não é diária.

Assim, se você investiu 100 reais na poupança no dia 5 de janeiro, somente no dia 5 fevereiro que será acrescido o rendimento ao valor investido inicialmente.


Histórico de rentabilidade da Poupança


Não há dúvidas que a poupança é uma aplicação muito popular entre os brasileiros.


O motivo claramente é a falta de informação em relação aos investimentos, uma vez que a escolha se dá pela segurança e facilidade no acesso, visto que qualquer banco oferece essa aplicação.


A respeito disso, uma pesquisa realizada pela ANBIMA reforça essa constatação, os brasileiros mesmo que de forma tímida estão buscando outras fontes de investimentos, embora a preferência ainda é dada para a poupança.

A procura se mantém em um patamar similar mesmo diante de um histórico de rentabilidade de baixo desempenho, conforme os dados dos últimos 15 anos demonstrados na tabela abaixo:


Histórico de rentabilidade da poupança em 15 anos - Fonte: Banco Central


O retorno absoluto considera o desempenho da caderneta ao longo de todo o ano e não apenas o seu fechamento. Enquanto a coluna de rendimento real da poupança significa o retorno descontado do IPCA. Ou seja, é o valor que efetivamente é embolsado pelo investidor.

Com base nestas informações, por que não procurar por opções mais atraentes?

Existem no mercado outras aplicações mais rentáveis, seguras e com liquidez diária assim como a poupança.


5 Opções de Investimentos melhores que a Poupança

A seguir iremos apresentar cinco opções de aplicações semelhantes à poupança e que podem oferecer segurança atrelada a melhores rentabilidades, além de sugestões para a reserva de emergência:

1. Tesouro Direto


Os títulos de renda fixa pública são emitidos pelo Tesouro Nacional, que representa a disponibilidade financeira do Governo Federal brasileiro. O objetivo das emissões destes títulos é levantar capital para suas atividades e obter recursos para financiar as dívidas públicas.

Neste sentindo, ao comprar um título público, você está emprestando dinheiro para o governo brasileiro em troca é claro, de receber uma remuneração por este empréstimo mais os juros da negociação.

O Tesouro Direto possibilita investimentos a partir de R$ 30,00 ou 1% do valor do título, com diferentes tipos de rentabilidades, prazos de vencimentos e remuneração.

Esta aplicação é considerada a mais segura, uma vez que o dinheiro emprestado é para o governo e não para uma instituição privada, neste sentindo o risco de não receber seu valor investido é muito reduzido.

2. CDBs


O CDB é uma das aplicações mais conhecidas pelos investidores em renda fixa. Uma boa opção para aplicar a reserva de emergência e também para objetivos de curto prazo.

A sigla CDB representa – Certificado de Depósito Bancário possui uma dinâmica semelhante ao Tesouro Direto, embora seja um título privado. Portanto, o “empréstimo” será realizado para uma instituição financeira, como os bancos.

Os CDBs também são cobertos pelo FGC, dentro do limite de R$ 250 mil por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão por CPF.

3. LCI e LCA


As Letras de Crédito Imobiliário - LCI e as Letras de Crédito do Agronegócio - LCA são títulos emitidos pelos bancos com o objetivo de financiar estes dois importantes setores da economia: Imobiliário e Agronegócio.

A grande vantagem desses investimentos é isenção do Imposto de Renda (IR), além da cobertura do FGC. Por outro lado, essas letras de crédito costumam ter prazos de vencimento mais longos, o que talvez não o configure como boa opção para a Reserva de emergência.

As taxas de retorno variam de acordo com o banco que emitiu o título. Logo, é necessário fazer comparações entre diferentes títulos e bancos, em busca da melhor rentabilidade.

4. Fundos de Renda Fixa


Os fundos de investimento em renda fixa são aplicações muito procuradas pelos investidores para aportar seus recursos. Uma vez que é possível em apenas uma aplicação se expor a muitos outros investimentos, uma forma interessante e rentável de diversificar os investimentos.

Os fundos de renda fixa são opções muito comuns nos bancos e outras instituições financeiras e podem render mais do que a poupança, dependendo de sua gestão.

Em relação aos demais investimentos, os fundos de renda fixa não contam com garantia do FGC, além disso, envolvem custos com a cobrança de taxa de administração e há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos oferecidos aos investidores.

5. Nuconta


A Nuconta é um conta digital sem tarifas disponibilizada pela Nubank. Ela também funciona como um investimento de baixo risco, uma vez que todo o dinheiro depositado é aplicado em títulos públicos em nome da empresa.

Não há cobrança de taxas, mas incidem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o IR sobre os rendimentos, que são próximos aos do CDI.

O investimento na Nuconta pode ser um bom lugar para sua Reserva de Emergência, visto que possui liquidez diária e é de fácil acesso e possui a cobertura do FGC.

Considerações

Vimos que apesar de popular, simples e acessível a poupança não é mais um investimento capaz de gerar valor real para o investidor. A respeito disso, o investidor deve procurar informação sobre outras opções de aplicações, igualmente seguras e com rentabilidades literariamente maiores.

A maioria das pessoas não leva em consideração a inflação, e como demonstramos ao longo deste material, ela pode ser corrosiva e reduzir o poder de compra de seu patrimônio. Deste modo, procure proteger suas economias em aplicações que reponham a inflação e ainda possam remunerar com ganhos reais.

Diante desta era digital a informação é facilmente acessada, neste sentindo, não há impedimento para o desenvolvimento pessoal, procure estudar e aprimorar seus investimentos, pois eles podem proporcionar no longo prazo sua independência financeira.

Curtiu o material preparado para você? Aprendeu sobre como é calculada a rentabilidade da Poupança? Você ainda aplica na poupança? Conte nos comentários.

Abaixo separamos uma grande oportunidade de aprimorar seus conhecimentos em assuntos como juros, taxas, cálculos de financiamento entre outras modalidades. Aproveite para aprimorar seu conhecimento e tirar vantagens com ele.



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