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O que é Manutenção Corretiva?

Atualizado: 30 de Nov de 2020

Veja neste artigo o que é corretiva, a diferença entre programada e não programada. Por que corretivas são o pesadelo dos custos de manutenção, e como evitar as manutenções corretivas. Veja também o que é Preventiva e Preditiva.


O que é Manutenção Corretiva?


A manutenção corretiva é a manutenção feita para correção de um problema, geralmente efetuada após a ocorrência de uma falha, e têm como objetivo reestabelecer as condições normais de operação.


A correção pode vir por meio de:

  • Reparo: quando um item que quebrou ou falhou pode ser concertado, voltando assim a ter utilidade;

  • Substituição: quando um item que quebrou não pode mais ser recuperado e precisa ser trocado por outro.

Então a manutenção corretiva é uma reação à ocorrência de uma falha. Geralmente as corretivas são uma luta contra o tempo, onde a falha deu origem a um efeito ruim, ou seja, os danos já foram causados. Depois que uma falha ocorre, a manutenção se torna refém da própria falha.

Mas o que é uma falha?


Falha é o término da capacidade de um item (equipamento ou componente) de desempenhar a sua função requerida.


O conhecimento de alguns tipos de falhas se torna fundamental para entender a manutenção corretiva:

  • Falha potencial: é uma falha que tem o potencial de levar o equipamento ao pane total. Porém o equipamento ainda consegue operar mesmo sob falha por algum tempo. Essa falha se manifesta por meio de sinais ou efeitos no próprio funcionamento do equipamento.

  • Falha fatal: é a falha que leva a pane total do equipamento ou do conjunto, levando a perda de produção por exemplo.

  • Falha oculta: é a falha que não se consegue descobrir e nem causa sinais ou efeitos.

  • Falha evidente: é a falha claramente observável ou mensurável.

  • Falha primária: é uma falha que ocorreu sem a interferência de outras falhas, ou seja, é uma falha raiz.

  • Falha secundária: é uma falha que ocorre devido a uma ou mais falhas posteriores a ela, ou seja, é uma falha que ocorre por consequência de outras.

Quando a falha é fatal, a única solução é tentar agir da forma mais rápida possível para reparar o problema, porém quando a falha ainda não causou nenhum dano, é possível planejar uma forma de fazer a correção sem causar tantos transtornos. Por isso existem dois tipos de manutenção corretiva, a corretiva programada e a corretiva não programada.


Corretiva não programada

Já a manutenção não programada é aquela em que não há tempo de haver a programação, e geralmente ocorre de forma emergencial. Onde o maior objetivo é corrigir o problema o mais rápido possível.

Exemplo: quando pneu do carro fura, não há condições de continuar usando o veículo. Neste momento você se tornou um refém da falha. Será preciso fazer a troca ou reparo do pneu, seja isso no meio de uma rodovia, sob chuva, com risco de acidentes ou no meio da madrugada fria. Os danos já foram causados, e a única solução é agir para o problema não ficar ainda pior.


Corretiva Programada


A característica deste tipo de manutenção é que há tempo para elaborar um plano de manutenção, o que já ajuda muito na redução dos impactos da manutenção. Este planejamento pode ser feito visando reduzir o tempo do equipamento parado, ou aproveitar uma outra parada para manutenção preventiva para realizar essa manutenção corretiva, por exemplo.


Exemplo: Se a lâmpada do farol do seu carro queima, é uma falha, porém seu carro continua funcionando. Por isso você pode ligar para o mecânico, agendar um horário que seja mais conveniente, fazer pesquisa de preços, e etc. Neste sentido, mesmo com a lâmpada queimando e com você tendo de arcar com os prejuízos, temos uma situação que pode ser planejada, o que deixa tudo mais controlado.

Quem faz o planejamento de manutenção?


Esta função cabe ao PCM (Planejamento e Controle de Manutenção). Este profissional é responsável por organizar os planos de manutenção corretiva, preventivas e preditivas. Bem como por elaborar e controlar os indicadores de manutenção, como MTBF, MTTR, Disponibilidade e Confiabilidade. Leia o artigo ao lado:

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Por que a Corretiva custa tão caro?


Além do custo envolvido na substituição da peça ou do reparo, o grande custo da manutenção corretiva vem do custo relacionado a perca da função.


Imagine um caminhão que quebra no meio de uma rodovia, atrasando a entrega de uma carga para um cliente, gerado multas de contrato, desabastecimento ou mesmo a perca total/parcial da carga devido a quebra do caminhão.


Em uma fábrica, cada minuto sem produzir é custo. Se um equipamento quebra e a produção para, o custo também envolve o que deixou de ser produzido, as peças perdidas devido a falha, todo o desbalanceamento da linha de produção, atrasos de entrega, perca da matéria prima, e etc.



Exemplo: Em uma fábrica há uma máquina que produz R$ 5.000 em produtos/hora. Então ocorre a quebra do motor, parando a linha de produção. Para fazer o reparo será necessário 2h de serviço de dois técnicos mecânicos, e mais a troca do redutor do motor que vale R$ 1.500,00.


Qual o custo total?


Se o custo da hora de serviço dos técnicos é de R$ 80/h, então o custo da mão de obra para a corretiva será de:


Custo MDO = (R$ 80) * (2 horas) * (2 técnicos) = R$ 320,00


Custo Redutor = R$ 1.500,00


Custo da Produção Parada = (R$ 5.000) * (2 horas) = R$ 10.000


Logo,


Custo Total = 320 + 1.500 + 10.000 = R$ 11.820

É muito comum ver apenas o custo da peça sendo considerado na manutenção corretiva. Porém como podemos ver neste exemplo, isso é um erro fatal. O custo da ineficiência ou da perda de performance produtiva é muito mais grave do que o reparo físico em si. Mas como reduzir os custos com a manutenção corretiva? O único modo é evitar que as corretivas ocorram.

Como evitar a Manutenção Corretiva?

A melhor forma de evitar que a manutenção corretiva ocorra é evitando que a falha ocorra. Para isso o primeiro passo é entender como as falhas ocorrem. E algumas causas de falhas são:

  • Falhas por mal uso: quando o equipamento é usado incorretamente pela operação, fazendo com que o equipamento não opere de forma adequada, levando à falha.

  • Falhas por desgaste: falhas naturais do processo de desgaste, causado pelo uso.

  • Falhas aleatórias: falhas que ocorrem de forma imprevisível e sem correlações diretas com outros fatores.

  • Falhas de Projeto: falhas que ocorrem do projeto do próprio equipamento, ou do projeto de uso do equipamento.

  • Falhas por Estresse: ocorrem quando o equipamento é levado ao limite do uso, estressando os componentes e levando a falha.

  • Falhas por falta/erro de manutenção: ocorrem quando a manutenção é mal feita (técnicas erradas, parâmetros inadequados, material fora da especificação, ferramentas ruins, etc), ou pela falta da manutenção (não tem limpeza ou lubrificação básica dos componentes).

  • Falhas por Condições Ambientais: a falha que ocorre quando o meio ambiente está fora dos padrões necessários. Por exemplo: temperatura, humidade, ruído, luminosidade, partículas no ar (poeira), odores, etc.

E para combater essas falhas usa-se as manutenções preventivas e preditivas, de forma a encontrar a falha em estado inicial ou então prevenir que a falha ocorra.

O que é Manutenção Preditiva? Leia o Artigo


O que é Manutenção preventiva? Leia o Artigo


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