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Manutenção e a Curva da Banheira! O que é? Qual sua importância?

Atualizado: 30 de Nov de 2020

Veja neste artigo o que é a curva da banheira, e como ela pode ser uma excelente ferramenta para ajudar na gestão de ativos, tanto para a manutenção quanto para a operação.



O que é a Curva da Banheira?


Na gestão de ativos uma das análises mais importantes é do ciclo de vida de um equipamento ou ativo. As falhas vão ocorrer, pois é um fenômeno natural ao longo do tempo. Porém, falhas são indesejadas e geram custos desnecessários.


Ao longo do tempo, a taxa de falhas dos equipamentos tende a variar. E acabam formando a famosa curva da banheira. A figura a seguir mostra essa curva.


Esta curva mostra a taxa das falhas ao longo do tempo de utilização de um equipamento ou máquina. É uma excelente ferramenta para controle de falhas, e para planejamento dos tipos de manutenção.


No eixo Y temos a taxa de falhas, ou seja, a probabilidade de uma falha ocorrer. Quanto mais para cima no eixo Y maior é a taxa de falhas.


No eixo X está o tempo, e além disso também mostra as três fases da vida do equipamento: infância, maturidade e a velhice.


O que são cada uma dessas curvas?

  • A curva pontilhada em laranja representa as falhas iniciais, ou de mortalidade infantil.

  • A curva pontilhada em azul representa as falhas aleatórias.

  • A curva pontilhada em verde representa as falhas por desgaste.

  • E a curva contínua em azul é a resultante das três curvas pontilhadas. E o formato desta curva lembra uma banheira, ou bacia. Com as bordas mais altas e o meio mais fundo.

Essa curva mostra que existe maior ocorrência de falhas bem no início e no final da operação do equipamento, enquanto no meio da vida útil, isto é, na maturidade, o equipamento terá uma propensão a falha muito menor, e é neste momento que existe a máxima eficiência e produtividade.

Se você trabalha com manutenção ou gestão de ativos, essa análise vai ser fundamental. E agora que já vimos o que é cada curva, podemos descrever melhor cada uma das fases:

1. Mortalidade Infantil


Nesta etapa as falhas por uso são baixas, pois o equipamento é novo. Já as falhas iniciais são elevadas, devido erros de instalação, mal uso, etc. Devido essa alta taxa de falhas no início de operação, essa etapa é chamada de mortalidade infantil.


Com isso, o maior investimento em manutenção nesta etapa deve ser de melhorias, ajustes e treinamentos. É o momento exato para estabelecer os planos de manutenção. Além disso, um bom planejamento de compra e instalação ajuda a reduzir as falhas.


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2. Falhas Aleatórias


Nesta etapa as falhas iniciais já não têm tanta relevância, e as falhas por desgastes começam a aumentar, mas ainda tem pouca representatividade. Assim a barriga, ou o fundo, da curva da banheira atinge a menor taxa de falhas, e o equipamento atinge a maior produtividade, ou seja, nível de operação padrão.


Além disso a maior influência nesta etapa são as falhas aleatórias, ou seja, as falhas que não seguem uma probabilidade ou padrão de ocorrência. Essas falhas podem ter inúmeras causas e efeitos, e por isso é fundamental mantê-las dentro de controle.


Nesta etapa tenta-se investir o máximo possível em manutenção preventiva e preditiva, para aumentar ao máximo a vida útil do equipamento, e prevenir as falhas por desgaste e uso.


O que é Manutenção Preventiva?

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O que é Manutenção Preditiva?

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3. Desgaste


Nesta etapa as falhas iniciais já não existem, e as falhas por desgastes e uso explodem, pois a máquina está chegando ao final da vida útil. Assim a curva resultante da banheira começa a crescer, pois a taxa de falha cresce, até que: (i) o custo de manutenção não compensa a operação; (ii) não há produtividade; (iii) quebra, falha ou falta de peças de reposição, causando o fim da operação, ou a morte do equipamento. Nesta fase ocorrem mais manutenções corretivas, e alto custo de manutenção, peças e materiais.


O que é Manutenção Corretiva?

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4. A Curva da Banheira


Com essa curva, tanto manutenção como operação devem se emprenhar em fazer com que as falhas iniciais sejam rapidamente resolvidas, principalmente desde a causa raiz.

Além disso deve-se trabalhar preservando o equipamento, para que o início da curva por desgaste seja adiado o máximo possível. Assim, fazendo com que o fundo da curva da banheira seja o mais longo possível.


O responsável por analisar e gerenciar a curva da banheira e o ciclo de vida dos ativos é o PCM - Planejamento e Controle de Manutenção. O profissional que trabalha com o PCM é o profissional mais valorizado nas indústrias que querem ter uma manutenção de ponta. Por isso veja o Curso de PCM que nós desenvolvemos pensando neste profissional diferenciado! E com o melhor custo benefício do mercado!



Em que fase da Curva da Banheira está o seu Equipamento?


Essa pergunta é fundamental, pois como vimos cada fase requer suas próprias estratégias. Assim saber identificar dentro dos seus ativos como está o comportamento de falhas dos equipamentos é um norte estratégico para definir os tipos de manutenção e melhorias, e também para traçar estratégias de peças em estoque e até mesmo de custos.


Como a manutenção é uma função produtiva, essa curva interfere também na disponibilidade que a máquina terá para produção. Assim alinhar as expectativas entre PCM e PCP é uma excelente estratégia para otimização do uso do tempo e dos recursos.


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Este gráfico mostra um resumo das características da curva da banheira:


Usar um software para auxiliar na gestão dos ativos é fundamental. Quando existem inúmeros equipamentos, em estágios da vida diferente, operando de forma diferente, a quantidade de informações e variáveis é enorme, sendo difícil de gerenciar de forma manual. Por isso, invista em um sistema ou software de manutenção.

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Software de Manutenção Industrial: Como escolher o Melhor


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