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Não venda uma ação sem antes considerar estes 3 pontos

Atualizado: 30 de Nov de 2020



Acredito que investimentos em ações devem considerar diversos aspectos, mas dois deles são determinantes para o sucesso de um investidor: Boas empresas e longo prazo.

No sentido que entendemos a importância do longo prazo para um investimento, deve estar claro que, quando uma nova ação é adicionada ao seu portfólio, ela não deve ter um prazo de validade, pois a intenção é se associar a bons negócios. No entanto, mesmo que a abordagem de longo prazo seja aplicada, isso não exclui a possibilidade de vender ações de uma empresa.


Separamos três critérios, que julgamos importantes, para que antes de qualquer decisão sobre a venda de algum ativo, sejam respondidos com clareza.


Significa que, seguindo estes critérios, você vai ter sucesso na sua decisão? Claro, que não. Estamos falando de renda variável e ela como o próprio nome sugere “varia” e para piorar, na maioria das vezes, sem aviso prévio.


A renda variável é enigmática, quando imaginamos que tudo leva para uma grande alta, ocorrem grandes desvalorizações, e quando todo mundo acredita que não existem possibilidades de uma retomada, adivinhe! Os ventos começam a soprar a favor.


Fato. No curto prazo as cotações são imprevisíveis, por outro lado, está mais que comprovado, tanto por meio de estatísticas ou por diversos cases de sucesso, como o grande investidor brasileiro - Luiz Barsi e o mundialmente conhecido Warren Buffett, que as chances de bons resultados quando se considera o longo prazo são maiores.

Por estes motivos, característicos da renda variável, não existe certeza de que sua decisão será acertada.


Lembre-se que: Um bom investidor é aquele que tem em sua história, mais acertos do que erros em seus investimentos e evitar estes erros é uma arte.



1 – Perdas de fundamentos



Quando você se torna um acionista de uma empresa, faz isto, porque acredita no negócio. E com certeza, antes, realizou uma série de pesquisas e estudos, analisou os fundamentos e a saúde financeira da empresa, identificou perspectivas positivas e importantes diferencias. Porém, uma vez estudado o negócio, não quer dizer que seus problemas acabaram.


Sim, deve haver o acompanhamento dos resultados apresentados, sejam eles trimestrais ou anuais.


O acompanhamento dos resultados financeiros é importante para verificar se a empresa continua no caminho traçado anteriormente, e se todos os aspectos que fizeram você tomar a decisão de compra, ainda continuam consistentes e em evolução.


Na maioria das vezes, não existe deterioração de um negócio de um dia para a noite, ou de uma semana para outra, os pequenos sinais são dados aos poucos e o acompanhamento dos demonstrativos financeiros não devem ser negligenciados por um investidor de longo prazo.


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Portanto, o primeiro aspecto que deve ser considerado para venda de um ativo é a perda de fundamento da empresa, que pode ocorrer por meio de uma série de fatores: perda de vantagem competitiva, dificuldade em se adaptar as novas tendências, gestão confusa ou tomadas de decisão nos negócios equivocadas, entre outros aspectos.



2 – Novas Oportunidades


Sim, um bom investidor deve sempre estar atento a novas oportunidades. Bons negócios não aparecem todos dias e aproveitar é seu dever.


É possível que em sua carteira exista algum ativo que não esteja apresentando resultados consistentes, ou o setor do qual o ativo está inserido não passa por bons momentos, ocorre em menor frequência, mais sempre existe a possibilidade de extinção de um segmento, talvez seja o caso.


Imagina quem investia nas empresas locadoras de videocassetes e não percebeu a evolução do mercado, outro exemplo mais recente, o Yahoo que não reagiu a evolução do segmento e hoje é pouco lembrado pelos usuários que em algum momento já fizeram dele um dos maiores portais do mundo.


Então, caso a nova oportunidade seja muito atraente, por que não considerar a venda de um ativo?


Fonte: Modular Cursos

3 – Valorização Extrema



Existem teorias e hipóteses do mercado eficiente com finalidade de comprovar que o mercado sempre reflete com exatidão todas as informações presentes, ou seja, esta hipótese afirma que não existem ações baratas ou caras, pois o mercado é eficiente, e assim consegue precificar a cotação das ações em seu valor justo.


Não acredito que esta afirmação seja válida para o curto prazo, pois as variações das cotações reagem a lei de oferta e demanda, que dão origem as negociações, que são realizadas por pessoas e pessoas agem por emoções e as emoções nem sempre são racionais.


Logo, no curto prazo, podem existir valorizações extremas e até mesmo, desvalorização desproporcional de um ativo, o que na prática pode gerar uma boa oportunidade.

Então, em casos onde a cotação está exageradamente alta, quando comparada com o valor que a empresa gera, é sim um importante indicativo para venda.


Novamente, não existe certeza de nada, o ativo pode continuar a subir como também pode cair de forma repentina. A questão central é: avaliar se existiu um excesso irracional no preço das ações ou se realmente a empresa gerou valor e com isto o mercado foi eficiente em precificá-lo.


Para muitos, o fator imprevisibilidade é algo horrível e é impossível investir seu dinheiro em um lugar assim, no entanto existem aqueles que acreditam que esta é a melhor maneira de multiplicar seu patrimônio no longo prazo e eu compartilho com esse pensamento.


A informação, estudo e o acompanhamento são importantes ferramentas para minimizar os riscos, que sim estão presentes neste tipo de investimento, mas para todo risco existe uma recompensa.


Aprenda a controlar estes riscos e aproveite a recompensa.



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